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| 03 História Anos 50 | ||
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A tragédia no Pacaembu em 1953 A divisão de acesso criada em 1949 foi a porta da esperança para todos os clubes do interior. Chegar à Divisão Especial era o sonho. Enfrentar os grandes: São Paulo FC, SE Palmeiras, Corinthians, Santos Fc, Portuguesa Desportos significava dinheiro em caixa e possibilidade de grandes transações além de expor o clube para a grande imprensa. A Ferroviária esteve perto, logo nos primeiros anos de existência, de subir de divisão, após uma excelente campanha na 2ª Divisão de 1952, ficou qualificada para a partida final contra o CA Linense, em jogo marcado para o Pacaembu.
A imprensa elogiava a Ferroviária e a apontava como favorita. O CA Linense trilhou um caminho desgastante para chegar a final, tendo que eliminar o Paulista, de Jundiaí. Fisicamente a Ferroviária estava melhor preparada, pois tivera uma folga maior que o adversário. O ataque afeano foi o ponto alto da campanha e tudo pendia para o lado das cores grenás e até na torcida o número de araraquarenses presentes no Pacaembu era bem superior aos linenses.
O tempo esquisito, cinzento, chuvoso, horário estranho para uma decisão, às 9h30. Um domingo trágico para a Ferroviária: 31 de maio de 1953. O foguetório da torcida deixou o Pacaembu mais estranho ainda com a fumaça cobrindo todo o gramado. A bola rolou e o Linense virou um gigante, maior que seu mascote o" Elefante da Noroeste". A Ferroviária, segundo relato do goleiro Sandro estava insegura, a zaga indecisa, o ataque sem confiança nas finalizações. Jogando no contra-ataque o Linense foi marcando1, 2, e 3x0. Três gols de Américo Murolo. O domínio da Ferroviária de nada adiantou. O goleiro Inocêncio estava inspirado e nada permitiu ao ataque grená. A tristeza tomou conta das ruas, bares e todo comércio de Araraquara. A certeza da vitória se tornou um pesadelo, uma enorme frustração, desânimo. Falaram em até acabar com o futebol profissional. Um vice-campeonato não vale nada, o mesmo sentimento proporcionado pela Seleção de 50, era repetido pela Ferroviária, não ganhou, ninguém se salva. |
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