Bate-bola       Fernando Paolillo, o zagueiro dos anos 60, 70 e 80               15/10/2009

 
 

Bate-bola com Fernando Paolillo na Arena da Fonte

“Nem o Corinthians com tanta tradição tem um estádio como esse”

 

Site: _ E aí Fernando, o estádio está melhor?

Fernando: _ Rapaz! Eu estou surpreso, ainda não tinha entrado na Fonte durante a  reforma e confesso que balancei ao ver o estádio todo reformado. Se a gente for ver direito não é qualquer time grande time grande que tem um estádio deste porte Por exemplo, o Corinthians com tabnta tradição não tem um estádio como esse!

 

Site: _Qual estádio você considera parecido com essa Arena?

Fernando: _ Olha, ainda estou fora do ritmo, posso citar o Brinco de Ouro, do Guarani, uma parte do Parque Antártica, mas me foge da memória outros estádios porque estou emocionado demais.

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Site: _ Recordando os bons momentos da Ferroviária, o que você tem na memória?

Fernando: _ Eu guardo na minha cabeça três ou quatro times da época gloriosa da Ferroviária:

Machado, Belluomini, Fernando Rossi e Fogueira; Bebeto e Bazani; Passarinho, Maritaca, Teia e Pio, esse o time que subiu em 1966, depois na seqüência: Carlos Alberto, que faleceu numa tragédia no rio Moji, Baiano, Fernando, Ticão e Zé Carlos; Muri e Ademir;  Tonho, Zé Luiz, Lance e Nei, outro timaço que conseguiu a taça dos Invictos em 1970.

 Muitos jogadores revelados e vendidos aos times grandes. O Pio foi para o Palmeiras, o Nei veio de Nova Europa e logo também o Palmeiras veio buscá-lo, ficaram os dois no Verdão.

A Ferroviária tinha facilidade de pegar o jogador na base e colocar no time titular e posteriormente vende-lo a um time grande.

Outro timaço da Taça de Ouro de 83: Abelha, Marinho Paranaense, Fernando, Pinheirense e Zé Rubens; Sidinei, ou Júnior (atual treinador do Vasco da Gama) e Zé Roberto (falecido); Claudinho, Douglas Onça, Marcão e Bozó.

 

Site: E a Batalha do Olímpico em 1983?

Fernando: _ Aquele jogo contra o Grêmio ficou na história eu nunca vi nada igual. Terminado o jogo, o Pinheirense correu atrás do Renato Gaúcho dando socos e pontapés até no vestiário do Grêmio. Com aquela confusão toda ficamos apavorados, nós tínhamos pressa de pegar o vôo, às 19h, no aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre e o Pinheirense brigando. No fim nós rimos muito, ganhamos o jogo por 3 a 1, o que para muitos seria impossível derrotar o Grêmio no Olímpico.

 

Líder acalmou Zé Roberto em Natal

Site: _ Fale um pouco sobre seu espírito de líder?

Fernando: _ Quando chegamos em Natal, o Zé Roberto sumiu e quando retornou não queria mais jogar contra o América. Fiz uma reunião com ele e outros jogadores mais experientes. Expliquei que a Ferroviária não era um time grande.Ele compreendeu que estava errado, na hora do jogo, O Zé foi para campo e meteu dois gols no América e ganhamos por 3 a 1.

Ao final, os dirigentes me abraçaram por eu ter conseguido recuperar o Zé Roberto.

 

Adora Araraquara

Site: _ Gosta de morar em Araraquara?

Fernando: _Eu estou na cidade há 40 anos, tenho muitos amigos e sempre procuro fazer mais. Também vou disputar os jogos dos idosos, que começam no dia 4 de novembro de 2009,  nas modalidades de tênis de mesa e vôlei adaptado. Espero conquistar medalhas e colaborar com a cidade. Outra coisa importante: espero participar da entrega da reforma da Fonte na quinta, dia 22 de outubro de 2009, ao lado de companheiros da época.

(Tetê Viviani - 14/10/2009)

 

 
   
   
 

  Fernando Paolillo jogou na zaga central da Ferroviária de 1966 a 1971, retornou em 1983 para disputar  a Taça de Ouro, aos 38 anos, sendo na época o jogador mais velho do campeonato nacional. Seguro, eficiente,  líder, foi um dos responsáveis pela boa campanha naquele ano. Atualmente está cuidando da base  sub-12 e   promete revelar bons valores para o clube do coração grená

  Fernando

 
       
 

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