Direto da Arena -    O técnico do futebol bonito     -16 /12/2009

 

 

 

 

Morre Vail Mota, o técnico vitorioso da Ferroviária

 

Morreu em Araraquara, na manhã desta quarta-feira (16), o ex-técnico Vail Mota aos 71 anos. Vail, que nasceu em Itirapina aos 21 de junho de 1938, vinha lutando contra o Mal de Alzheimer havia 4 anos. O sepultamento ocorreu no cemitério São Bento, às 17h, com acompanhamento de ex-jogadores, diretores, torcedores e familiares. A trajetória do técnico que mais dirigiu a Ferroviária começou em 1968, quando ele deixou o emprego de 17 anos como ferroviário para se dedicar exclusivamente ao futebol.

A grande oportunidade surgiu em 1968 quando o então técnico Diede Lameiro deixou a Ferroviária para ir trabalhar no São Paulo FC. Vail que estava nos aspirantes assumiu o time e conquistou o tricampeonato do interior -1967-1968-1969.

Vail trabalhou no América de são José do Rio Preto em cinco temporadas – 1971, 1972, 1974, 1975 e 1992 -, dois meses no São Paulo FC em 1972.

Em 1976, Vail excursionou à Ásia no comando da seleção paulista e foi campeão da Taça da Coréia do Sul com atletas da Ferroviária; Sérgio Bergantin, Mauro Pastor, Wilson Carrasco, Carlos e Tatinho.

Campeão goiano pelo Vila Nova e também no Atlético, teve passagens pelo SportClube do Recife Pe, Catuense BA e vários clubes do interior; Marília, São José, XV de Piracicaba, Francana. 

Segundo pesquisa do doutor Marcelo Cirino, Vail Mota comandou o time grená – 1968-1970; 1975; 1976; 1977; 1978; 1985; 1989-1990; 1992-1994; 1995-1996 - em 398 jogos. O retrospecto aponta 153 vitórias, 121 empates e 123 derrotas. Portanto, é o técnico mais vitorioso da história de 60 anos da Ferroviária, a serem completados no próximo dia 12 de abril.

. Pai de Márcia, Cristina, Rita, Adriana e Patrícia e separado de sua mulher, Edméia, Vail morava em Araraquara e antes da enfermidade exercia o cargo de supervisor das categorias de base da Ferroviária.

 

Futebol bonito e profissionalismo

“O grande mérito de Vail Mota era unir criatividade e disciplina a favor da equipe. Com Vail não tinha jogador difícil de trabalhar. Ele tirava o máximo de cada atleta respeitando o talento ou falta dele”, afirmou o repórter Tetê Viviani, que cobre a Ferroviária desde 1974, quando questionado sobre o trabalho do técnico Vail.

Na bagagem de Vail Mota vai muito da história gloriosa da Ferroviária. Acolhido em uma das moradas do Pai e com certeza ao lado de Bazani, Tota, Aldo Comito, Augusto Cardillo, Picolim aumentará a intensidade de luz sobre a Fonte Luminosa.

 

(Colaboraram: Tetê Viviani - Ed Villa e Marcelo Cirino)

 

 

 
   
1968 - Vail Mota, o, último da direita com Diede Lameiro, Zé Catira e Dobrada
       
     1974 - Vail volta mais experiente após dirigir o São Paulo    
             
       Anos 1970 - Vail esbanja otimismo pelas ruas de AraraquaraAnos 19        
                   
            1993 - Vail traça plano para levar a Ferroviária de volta à Série A1          
                         
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