Bate-bola de primeira com a árbitra competente e simpática, que conquista fãs nos estádios

   
 

 

Bate- bola com Graziele Crizol, a musa da arbitragem 
 
 
 Bate-bola:
_ Grazi, diga para os fãs: idade, onde nasceu, cidade em que mora?

Grazi: _Sou nascida e moro em  São Caetano do Sul SP. Minha idade deixa pra lá, sou madura... 

Bate-bola: _ Gosta de estudar? Como surgiu a arbitragem em sua vida? 

Grazi: -Adoro estudar, sou formada em Educação Física e tenho duas  pós-graduações na minha área. Procuro me manter atualizada e gosto muito de estudar Línguas.

A arbitragem surgiu na minha vida quando pequena, eu era apaixonada por futebol, ou seja, de ver meu pai, Adail Crizol,  jogando, depois por amar tanto os esportes resolvi aprender as regras somente por curiosidade.

Um dia fui assistir a uma partida beneficente. Ocorreu para minha sorte que uma das assistentes não pôde comparecer e fui chamada na hora para ter minha primeira atuação no Pacaembu. Passei um sufoco de 5 minutos, eu só tremia, depois fui confiando em meu  trabalho e me acalmei, no fim deu tudo certo e recebi elogios.

Bate-bola: _ Apoio da família? Você está louca? Tem tanta profissão no mundo e você escolheu essa? 

Grazi: -Minha família me apóia muito. Meu pai Adail vê todos os meus jogos quando possível, e é  o meu maior crítico, fiz ate minha madrasta, Sara Siegl assistir a um jogo num estádio sendo que ela odeia futebol. Na verdade sempre estive “casada” com os esportes, então para minha família não foi tanto espanto eu quere ser uma árbitra. 
 
 Bate-bola: _ Gosta de seu trabalho? 

Grazi: -Encarar um monte de marmanjo não é nada fácil, mas é algo que por enquanto me dá muito prazer. Gosto de ver a garra dos times do interior, clubes que não têm condições nem de pagar direito a seus jogadores. A dedicação e a superação deles  faz com que eu trabalhe  e corresponda com uma boa arbitragem. Sinto que sou respeitada pelos atletas e aos poucos estou conquistando meu espaço dentro do futebol paulista 
 

Bate-bola: _ A arbitragem é  uma seqüência – 2ª, A3, A2, A1, Brasileiro, Libertadores, Mundial... aonde realmente você quer chegar? 
 

Grazi: -Todas as divisões são interessantes para o meu trabalho, pois faço de cada jogo o mais importante de todos. No momento, meu maior foco hoje é trabalhar bem neste ano, de 2009,  para alcançar a elite  do futebol paulista em 2010, e fazer parte do quadro da CBF, por isso,estou  dando o máximo  de mim e procurando errar menos possível. 

Bate-bola:_ Além do futebol tem curso de árbitra para outros esportes? 

Grazi: -Antes do futebol fui ginasta, treinei por vários anos, fui árbitra também na modalidade,  que infelizmente não é reconhecida e nem tão valorizada como deveria, depois de tantas conquistas. 
 

Bate-bola: _ E sua família, os teus planos para os filhos?

Grazi: -Tenho um sonho que supera qualquer coisa na minha vida, que é ter filhos..e ver minha mãe Consuelo com os netos, por isso, digo a todos que meu foco não é ser da FIFA,  porque isso leva muitos anos para ser alcançado e quero ter sempre os pés no chão. 

Bate-bola: _ Quando o árbitro entra em campo e não ouve os tradicionais palavrões ele sente falta, algo está errado, nesse momento? 
 

Grazi: -Quando entro em campo estou muito concentrada as vezes tanto que nem consigo escutar os palavrões, mais é estranho ver a torcida calada, comigo nunca aconteceu. 
 
 Bate-bola: _ O respeito é  um lado legal da sua profissão, como você consegue. Ligada no lance, dando explicações para os jogadores ou sendo estilo durona com ameaças de cartões? 
 
 Grazi: -Consigo respeito logicamente sendo dura com eles , aos poucos eles já estão me conhecendo, ou já escutaram dizer, é legal quando me chamam pelo nome, ou, as vezes, de Grazi, acho que é algo carinhoso, mas evito discutir e procuro ser mais justa possível com ambos os times 
 

Bate-bola: _ Você  já  trabalhou em jogos da Ferroviária? Conhece o estádio Fonte Luminosa? 
 

Grazi: -Já trabalhei na Fonte, tive um jogo marcante na copa São Paulo de 2006 com o estádio lotado , fui muito emocionante. 

Bate-bola: _ Você sonha o quê antes de um jogo importante?

    O atacante sonha que vai fazer um gol de bicicleta, o goleiro que vai pegar pênalti e fazer defesas milagrosas e a árbitra ou a  assistente? 
 

Grazi: -kkk sobre meus sonhos prefiro não falar ...antes dos jogos tenho toda uma preparação mais não posso deixar nunca de dormir bem 

Bate-bola: _ Qual situação mais difícil você enfrentou? Já saiu no camburão? 

Grazi: -Nunca sai de camburão ate hoje, graças a Deus ,mais já bandeirei depois de tomar uma bela bezetacil, por causa de uma gripe feia, isso ficou marcado porque aquele dia me superei para conseguir agüentar  os 90 minutos e mais os acréscimos. 

Bate-bola: _ Quais são seus ídolos? Na arbitragem, na música, no cinema, na TV, no teatro?

Grazi: - Meus ídolos, vixi ai vai uma lista espero que não esqueça de ninguém. Na arbitragem Maria Eliza, que é minha melhor amiga e melhor professora, além de Edson Resende, ex-presidente da comissão de arbitragem que é  uma pessoa especial. Admiro o jogador: Cristiano Ronaldo, sem dúvidas. Artista: adoro a Sandy com sua pureza, também o apresentador Brito Júnior, que é um pessoa maravilhosa. Agora, meu grande idolo é meu pai, que me ensinou a superar qualquer desafio. 

Bate-bola: _  Dê um conselho para as meninas que querem trabalhar na arbitragem.

 Grazi: _ o maior conselho que eu poderia dar as meninas que sonham com a arbitragem se resume em uma única palavra: determinação. 

    (Tetê Viviani - texto e fotos)

   
     
     
     
     
       

 

             Sobre meus sonhos
               prefiro não falar...
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