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| Colunistas - Mauro Nery, otimista prevê acesso da Locomotiva - 20/abril/2010 | ||||||
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O sonho mais perto da realidade
* Mauro Nery
A grande vitória sobre o XV de Jaú, em plena casa do adversário, na primeira e decisiva rodada da fase final da A3, abre uma possibilidade muito grande para o tão esperado acesso da Ferroviária para a A2, ano que vem.
Se ganhar o segundo confronto contra o mesmo XV de Jaú, no segundo turno, em Araraquara, e apenas uma vez do XV de Piracicaba, também em dois embates diretos, os afeanos já poderão comemorar antecipadamente.
Ao mesmo tempo a vitória em Jaú prova que a coluna estava certa ao sugerir que a Locomotiva acelerasse mais do que a arrancada inicial, se quisesse galgar o penúltimo degrau do futebol bandeirante antes de buscar, definitivamente, a elite máxima do Estado, de onde saiu em 1996 e não mais retornou até agora.
Voltando ao embate de domingo: o placar final apenas provou, em mais uma rodada, o bom rendimento da Ferrinha tão logo o treinador Felício Cunha assumiu o comando da equipe, no início de março.
Até porque o time passou por um grande teste ainda no primeiro tempo, no estádio Zezinho Magalhães, ao sair em vantagem de dois gols, logos nos primeiros minutos, e sofrer o empate em seguida.
Ainda na primeira etapa, os comandados de Felício, que de forma quase inexplicável acabou expulso de campo, fez o terceiro gol antes de deslanchar de vez no segundo tempo, em Jaú.
Por isso, os 45 minutos finais culminaram na goleada de 5 a 2, para o delírio geral da galera que realmente ainda torce, sofre e chora pelas cores grenás.
Desde o início da A3 que esta coluna, nunca é demais repetir, acompanhou par e passo os altos e baixos de uma campanha que deixava mais dúvidas do que certezas quanto ao êxito de sua missão. Porque, ao contrário do que se previa, o então comandante da equipe, João Martins, não conseguiu os resultados esperados, o que apressou a mudança.
Embora desconhecido da maioria dos torcedores, como também já foi frisado neste espaço, Felício Cunha foi implantando, de imediato, a sua tática e os seus métodos de trabalho e o resultado não poderia ser melhor, mesmo com algumas oscilações naturais em alguns jogos.
Assim como preconizam os matemáticos do futebol, basta a cada um dos oito aspirantes conseguir 50% de aproveitamento nesta reta final da peleja para obter uma das quatro vagas que permitem o acesso.
Fazendo as contas em números exatos: nove pontos obtidos em seis jogos disputados - são três em casa e outros três na casa do adversário - já asseguram a vaga.
Como a Ferroviária conseguiu ganhar, e muito bem, fora de casa, logo na primeira rodada, é de se esperar (e torcer muito para que isso aconteça realmente) que o time possa obter ao menos duas vitórias, dos três que fará na Arena da Fonte.
E, diga-se de passagem, uma vitória também neste feriado de 21 de Abril contra o tradicional XV de Piracicaba, na bela Arena, seria de fundamental importância para a concretização do acesso.
Basta, para tanto, que o time continue focado na disputa e não perca mais essa oportunidade, facilitada, se é que pode ser dito dessa forma, pela brilhante vitória em Jaú, na elástica, decisiva e histórica goleada do dia 18 de abril.
Curiosamente, em 2006, em plena fase de decepções da Seleção Brasileira, que sob o então comando de Carlos Alberto Parreira dava adeus à Copa do Mundo, na Coréia do Sul, a torcida grená também sofria em Araraquara. Em junho daquele mesmo ano, a derrota de 2 a 0 para o mesmo XV de Jaú, na antiga Fonte Luminosa, acabou adiando o sonho.
O acesso para a A2 veio, mas somente dois anos depois, e a queda, vexatória até, ano passado, acabou remetendo o clube mais para baixo, de onde tenta se safar novamente.
* jornalista, sociólogo e torcedor afeano |
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