Eu Estive Lá                           Na casa da Fiel                                                        26/6/2011      
 

     
 

  Ambiente que retrata o fim de 23 anos sem títulos

   

 

       

Eu Estive Lá na casa da Fiel

Tetê Viviani

 

Sexta-feira, dia 24 de junho de 2011. São Paulo de céu aberto sem nuvens e com trânsito razoável. De táxi, do Terminal Rodoviário a sede administrativa do Sport Club Corinthians Paulista levei 13 minutos e menos R$ 25 reais na surrada carteira. Com mais R$ 10 reais estava de olho aberto dentro do Memorial do Timão.

Tentei uma "carteirada" de repórter-fotográfico, mas sem sucesso.

Quatro mulheres na bilheteria, uma delas me acompanhou até a catraca. “Entre na primeira porta que é o vestiário, depois vá empurrando as portas”, orientou.

No vestiário solitário me deparei com armários cinza, chuteiras, ataduras, faixas, camisas, meiões, cenas comuns que vi em vários estádios.

Segui as instruções e empurrei a segunda porta. Uma sala escura que serve de passagem para outros ambientes.No local escuro, que simula um túnel de acesso ao gramado, plotagens das torcidas corintianas e um monitor de vídeo de 42 polegadas repetindo inúmeras vezes o grito de guerra da Fiel torcida empurrando o time com entusiasmo.

Mais uma porta aberta, e os ambientes são múltiplos, auditório com cadeiras vermelhas estofadas, telão exibindo gols de várias finais em que o Timão ergueu a taça; sala de troféus; galeria dos presidentes; mosaico com fotos de todos os times, desde 1910; hall dos ídolos com totens em tamanho natural; recursos multimídia para pesquisas.

No meio do giro e de grupos de torcedores uma simpática guia, de meia idade, pergunta se estou gostando.

“Ah, sim, estou procurando material do Bazani”, respondi._"Você não viu o Basílio no pôster gigante?" Retrucou ela.

_ “Vi o Basílio, sim, mas eu quero ver material do Bazani, dos anos 60”, completei.

_”Deve ter. Procure no painel de fotos”, concluiu sem muita convicção.

Conferi os times no mosaico, que tem como referência apenas o ano, procurando também outros ex-jogadores da Ferroviária. Encontrei o centroavante Lance, no time de 1971; o zagueiro Marco Antonio, no de 1987, e outro zagueiro, Dama, campeão de 1988. Bazani, contratado em 1963, e Fogueira, 1970, não estão nos painéis.

Depois encontrei o Bazani na relação nominal de todos os atletas da década de 60.

Continuei o giro pela Calçada da Fama; Games; e mais troféus no mezanino, a maioria de esportes amadores, natação, basquete, vôlei, peteca, tênis de campo, futsal e outras modalidades.

Conversei rapidamente com uma família de Jundiaí e com o senhor Caetano, que me lembrou muito o colecionador de fotografias esportivas, Paschoal Gonçalves da Rocha, de Araraquara. “A quantidade de troféus expostos impressiona”, comentou. 

Na saída, e por uma estratégia de marketing, a visita termina na bem montada loja  Poderoso Timão, que tem uma infinidade de camisas, calções, bermudas, abrigos, livros, DVDs, bolas, entre outros artigos.

Quase impossível resistir a uma compra por impulso. Lembrei do preço do táxi na volta para o Terminal e nada comprei.

Com um jeitinho entrei no clube e almocei no restaurante social. Do primeiro pavimento é possível ter uma visão ampla das piscinas, quadras de tênis, peteca, jardins, entre outras áreas.

Em uma hora e meia é possível conhecer todo o acervo e o clube que fica no Tatuapé, na Rua São Jorge, 777, ao lado da Marginal Tietê.

A marca do Corinthians é a torcida e sua força é incontestável. Vale a pena um giro pelo Memorial  alvinegro que tem retratado as glórias do Corinthians em um século de tradição no esporte brasileiro. 

 

     

     
   

  Troféu  de campeão paulista de 1999

     
             
        SeuSenhor  Caetano, de Jundiaí        
             
             
             
      OMarco Antônio, ex-zagueiro da Ferroviária contratado pelo Corinthians, em 1986. (O quarto     em pé da esquerda para a direita)        
             
             
             
         Lance, ex-centroavante da Ferroviária, contratado pelo Corinthians em 1971 (O segundo agachado da
   esquerda para a direita)
       
             
         Tetê Viviani, repórter-fotográfico, realiza  pesquisa profissional no Memorial do Corinthians        
             

   Loja Poderoso Timão

                   
       

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