Sábado, dia 2 de maio de 2009 Eu Estive Lá No Templo do Futebol Paulista

 
   
 

 

Especial para quem não gosta de futebol

Museu do Pacaembu, você tem que conhecer

 

Enaltecer o show de tecnologia, o bom gosto na disposição das alas temáticas, a qualidade da pesquisa, o texto apurado, a dinâmica que prende a atenção dos visitantes, tudo isso é desnecessário elucidar, pois já foi dito e escrito por todos que fizeram matérias, artigos e reportagens sobre o Museu do Futebol do Pacaembu, inaugurado em setembro de 2008, na  zona Oeste de São Paulo, anexo ao Estádio Municipal do Pacaembu.

O nosso ângulo é para você que não gosta de futebol e não acha graça ver 22 homens paramentados de meias, calções, camisetas e chuteiras correndo atrás de uma bola e sendo ordenados por um árbitro e dois bandeirinhas. É você, mesmo, que deve visitar o museu do Pacaembu. Não para se apaixonar por futebol e sim para se emocionar.

Os temas foram articulados com fatos paralelos que nos remetem à época, portanto você recupera fatos históricos, políticos, artísticos e todos se encaixam com ajuda dos recursos multimídia, tudo tem vida nada é estático. Show de bola,  imagens e áudio.

A tragédia da derrota do Brasil para o Uruguai não tem fim. Ela é estendida de geração a geração. A dor dos jogadores que perderam a Copa de 1950 dentro do Maracanã é compartilhada como se o jogo fosse atual. Cadê a marcação?  É a pergunta que todos fazem quando o uruguaio chuta para marcar o gol da vitória no canto esquerdo de Barbosa.

Tudo bem, mas você não gosta de  futebol. Aí é que está a graça, pois você vai vasculhar na memória onde você estava quando a Nação comemorava os campeonatos mundiais de 58, 62, 70, 94  e 2002. Por isso, há salas para leigos com fotos de alto a baixo e ainda um vídeo de quatro minutos contando a história do esporte.

 

Por dentro do museu

O que pode ser visto: Jogo de Corpo e cinema 3D, nesta sala Ronaldinho Gaúcho divide embaixadas com um esqueleto. Vídeo mostra a deformação da bola no momento do chute, além das fichas técnicas de 126 clubes que já participaram do campeonato brasileiro, inclusive a Associação Ferroviária de Esportes. Copas do Mundo é o espaço onde cruzam informações do período de uma Copa específica com  a narrativa indo além do futebol.Grande Área é a entrada da museu com painéis fotográficos retratando: bandeiras, flâmulas e até jogos de botões. Gols e Rádios é uma ala interativa para se curtir os melhores gols. O visitante escolhe o gol por meio de um menu. Dança do Futebol são imagens sobre goleiros, dribles, gols e melhores momentos do Canal 100. Exaltações e Heróis têm como cenário o fundo as arquibancadas do Pacaembu para exibição de som e imagens das torcidas. Pelé e Garrincha  que juntos nunca perderam uma partida estão  no espaço que tem a camisa dez usada por Pelé, na Copa de 70, como maior atração, aliás o único objeto em exposição.
O Museu do Pacaembu funciona de terça a domingo no horário das 10h às 17h. O ingresso inteiro custa R$6,00, a  meia entrada é R$ 4,00.

 

Eu estive lá

Entrevistado por um pesquisador acadêmico, o fotógrafo Tetê Viviani resumiu o que viu no Museu do Pacaembu: “Dinâmico, inovador, antigo e atual se fundem tornando contemporâneo. Os recursos tecnológicos facilitam a interatividade, o que torna o museu atraente. Possibilita um mergulho na memória, além de uma nova visão sobre acervos de imagens e sons’, e concluiu Viviani: ‘ vale a pena conhecer, inclusive quem não gosta de futebol”.

 

 
                         
     
    Show de tecnologia permite interatividade                        Bola de tento do início do século XX  
       
   

  Curiosidade e uma dúvida: Marcão não tem 2,04? Palmieri, também, 
  jogou na Ferroviária em 1995 na Série A1

   
                         
           
     Pesquisa recupera grandes momentos do futebol                         Bauer, foi técnico da aFE em 1960  
                         
         
    Curiosidades - Peixinho  vestiu a 7 grená em 69                   Anjos Barrocos com  painéis flutuantes  
       
     Fotojornalismo de qualidade nos remete ao ano que a Ferroviária foi campeã do  interior e a guerra do Vietnã tinha início em 1967    
           
   Dunga, campeão em 1994           Ronaldo, campeão em 2002  
                         
   
  O museu fica do lado esquerdo dos monumentais portões do Pacaembu
                         
       
   Ficha Técnica da Ferroviária entre os clubes que   disputaram o campeonato brasileiro      Tetê Viviani, ao lado do quadro de Friendereich  
                         
   
   Estádio do Pacaembu  de memoráveis partidas como a final de 1966, quando a Ferroviária venceu o XV de Piracicaba por 1 x 0, gol de Maritaca e retornou à Divisão Especial  
                         
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