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| Eu Estive Lá! No aconchegante Canindé 18/08/2011 | ||||||||
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Eu Estive Lá! Na casa da Lusa Tetê Viviani Terça-feira, 16 de agosto de 2011, céu aberto, trânsito complicado mais uma vez na Marginal Tietê. Antes de ir para feira PhotoImage Brazil tive um d’stalo na cabeça e resolvi desembarcar na casa da Lusa, após estar perdido na Rua Araguaína. Por volta das 11horas estava na portaria da secretária e o porteiro me perguntou: O senhor veio trabalhar no jogo? Jogo? Sim, respondi, sem saber que a Portuguesa jogaria contra o Vila Nova, às 19h30, pela série B do Campeonato Brasileiro (Deu vitória do Vila por 1 a 0). Dentro do complexo esportivo da Lusa fui até a secretária para me identificar e pedir autorização para fotografar, pois minha bolsa de fotógrafo dá muita bandeira. Uma jovem me atendeu sem muita cerimônia e nem me questionou o porquê da captura das imagens. Em seguida, disparei o botão da velha e surrada Nikon D50 no Monumento dos 90 anos da Lusa, que foi fundada em 14 de agosto de 1920. Depois fui para o restaurante Tri Fita Azul, e optei por um comercial com file de frango. Ao meu lado uns quinze fregueses, mas nenhuma conversa sobre futebol. Agora, a comida me agradou e valeu a pena pela simplicidade e bom tempero. O arroz branco tipo flocos soltos também lembrava pipocas estouradas, o caldo divino do feijão e o file frango com fritas ao ponto. Uma delícia para ser degustada com calma sem pressa, inclusive com uma salada que eu preparei com carinho usando o azeite de oliva Navegante. A visita ganhou ritmo forte depois do almoço. Um rápido giro pelos departamentos encaixados sob as arquibancadas e achei um portão de acesso ao estádio. O reencontro com o novo gramado, setores dos torcedores, as torres de iluminação mexeu no meu baú de relíquias esportivas e imediatamente me lembrei da semifinal do Campeonato Paulista de 1985 quando a Lusa venceu a Ferroviária por 2 x 0 no Canindé, após ter empatado na Fonte Luminosa (2 a 2) e disputou a final com o São Paulo FC, que foi campeão ao bater a Lusa por 2 x 1. Do alambrado conversei com o Índio que chefia a equipe que cuida do gramado, ele gosta de ser chamado pelo apelido Índio e me disse que trabalha no estádio Oswaldo Teixeira há 21 anos. O novo sistema de irrigação eletrônica foi instalado em 2005 pela World Sports, que ainda realizou a manutenção por 6 meses e desde então quem cuida é a própria Lusa, pelas mãos do Índio. À época ainda ficaram alguns resquícios da raiz da grama esmeralda que se misturam a bermuda plantada pelo World. O tapete verde não tem buracos e a bola rola mansa, explicou o zeloso funcionário da Lusa. A Portuguesa costuma cortar a grama com 3 centímetros de altura, já o Palmeiras, que manda seu jogos no Canindé devido as obras da Arena Palestra, prefere mais baixa e traz sua própria equipe de funcionários que a deixa com 1,5 a 2 centímetros, contou Índio. Passei pelo ginásio de esportes da Lusa, onde fotografei Diego Maradona com 17 anos, em 1979, quando ele recebeu o troféu de Revelação da América do Sul, evento promovido pelo radialista Wilson Brasil. Nesse dia além de Maradona participaram Zico, Luiz Pereira, Vladimir, Falcão e os araraquarenses premiados Wilson Luiz, Osnei Montanari, José Roberto Cicarelli e Wilson Carrasco. Alguns setores do clube necessitam ser revitalizados, inclusive o acervo de conquistas da Lusa, mas isso é um problema que aflige todo o futebol brasileiro mergulhado numa crise financeira sem precedentes. A dificuldade é enorme para manter uma equipe de futebol profissional, categorias de base e quadro associativo com pólo esportivo. A Associação Portuguesa de Desportos merece respeito de todos pela sua história e tradição.
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| Ginásio de esportes onde Maradona recebeu o troféu Revelação da América do Sul em 1979 | ||||||||
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| "A Portuguesa merece o respeito de todos pela sua história e tradição", Tetê Viviani. | ||||||||
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