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Ídolos - Revelado nos times amadores de Araraquara, sagra-se campeão goiano de 1988 |
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Caíco, o vigoroso lateral nos anos 1980 O vigoroso lateral direito Caíco, Carlos Alberto Gonçalves Pereira, revelado na Ferroviária nos anos 1980, começou a se destacar no dente-de-leite do Comercial de Araraquara em 1978. Seu futebol despertou a atenção de outros treinadores. Em 1979, foi vestir a camisa do Corinthinha, da Vila Xavier, logo em seguida, assina no juvenil do Palmeiras, da Vila Xavier, bairro em que Caíco passou toda a infância. A Ferroviária buscou Caíco no Palmeiras para reforçar a lateral direita na Taça São Paulo Juniores. O primeiro contrato profissional foi assinado em 1985. A estréia em grande estilo ocorreu no Paulistão de 85 com a Fonte Luminosa lotada para o duelo Ferroviária 2 x 1 Corinthians. Gols de Marcão e Wilson Carrasco, de pênalti, que Édson cometeu sarrafando o ponta Nenê Guanxuma. O eufórico Caíco marcou o ponta João Paulo, que nada fez, e na saída do vestiário viu um tumulto entre a Polícia Militar e torcedores do Corinthians. Nesse jogo o técnico Carlos Alberto Torres perdeu o emprego da direção técnica do Timão, lembra Caíco. Nos domingos à noite, Caíco o galã da Vila Xavier, ia à praça da igreja de Santo Antônio conversar com amigas e fãs e assistir uma parte da missa. Contratado pelo Atlético Goianiense, Caico foi campeão estadual goiano de 1988 com: Douglas Onça, ex-companheiro da AFE; Wlamir (goleiro),Célio Gaúcho, Gérson (ex-Bota RJ), Júlio César (ex-Fla RJ) e Gilson Batata, entre outros. Melhores Momentos
Caíco recorda
as melhores partidas em que atuou como: a grande exibição contra o
Corinthians em 1985, na vitória da Ferroviária por 2 x 1, (ficha
técnica, abaixo) novamente contra o Corinthians (1986), quando
sofreu pênalti da defesa corintiana no empate de 1 x 1. Contra o
Santos FC na Vila Belmiro, dia das mães, 11/maio/86, quando marcou o
primeiro gol da Ferroviária e ainda levou uma pancada desleal de
Serginho Chulapa, e que o Santos acabou virando 2 x l. No suado
empate de 0 x 0 contra o São Paulo (86), quando foi considerado o
melhor em campo pela equipe do Osmar Santos, e com isso recebeu um
motorádio e outros prêmios de várias emissoras. Fichas técnicas
Ferroviária: Washington; Caíco, Mauro Pastor, Marco Antônio e Nonoca; Paulo Martins, Cardim e Wilson Carrasco; Serginho Dourado, Marcão e Nenê Guanxuma. Técnico: Olivério Bazani Filho. Gols: Marcão, de cabeça, e Wilson Carrasco (pênalti) Corinthians Paulista: Carlos; Édson, Mauro Wagner e Wladimir; Dunga, Biro-Biro e Edmundo; Paulo César, Casagrande e João Paulo. Técnico: Carlos Alberto Torres. Gol: Paulo César.
Ferroviária 3
x 0 Santos FC
Ferroviária:
Washington; Caíco, Mauro Pastor, Marco Antônio e Nonoca (Nenê);
Orlando, Sidinei e Donato; Cardim (Ernane Banana), Ademir Patrício e
Américo. Técnico: Olivério Bazani Filho. Santos FC: Evandro; César Sampaio, Celso, Pedro Paulo e Paulo Róbson; De Leon, Dunga e Carlos Alberto Borges; Mazinho, Gérson(Gersinho) e Ribamar (Serginho Dourado). Técnico: Carlos Castilho. Caíco atuou em 90 jogos pela Ferroviária com 33 vitórias - 34 empates e 24 derrotas, e marcou 2 gols, segundo a pesquisa de Marcelo Cirino e Celso Unzelte. Causos engraçados de Caico Ainda juvenil, Caíco estava se aprontando nos vestiários em Guairá (PR) para um amistoso quando distraidamente colocou a chuteira esquerda no pé direito e vice-versa. O ex-ponta :Tatinho viu e espalhou para todo o elenco. Caíco acabou aceitando a gozação que perdurou por muito tempo. Ainda nos juniores, o jovem lateral foi efetuar uma sessão de contraste no tornozelo. O saudoso massagista Armandão preparou um balde de água quente e um de gelo para o tradicional frio/quente. Caíco se antecipou e enfiou o o pé no balde quente e consequentemente saiu gritando... Em 86, em jogo disputado no Brinco de Ouro, contra o Guarani, Caico levou um chute nas costas e ficou atordoado e quando estava sendo atendido pelo massagista, o repórter Wágner Belline perguntou onde estava doendo mais e Caíco respondeu com essa peróla: _”dói bastante no ossinho do fígado!” Nos primeiros treinos com os profissionais, o técnico Vail Mota observou que Caíco não acertava os cruzamentos e perguntou: _ que número você calça? Caico respondeu: – eu calço 40. Vail retrucou: _ porque você está usando 42?
Um legado enorme de amigos O tempo passa rápido dentro e fora dos gramados, mas os amigos ficam na memória, diz Caíco citando os ex-companheiros: Douglas Onça, Marco Antônio, Mauro Pastor, Valdir Chi-Chic, Narciso, Dama, Rosa, Pachiega, Ferrugem, Brian Onça, Tininho, Basinho, Carlinhos goleiro do 22, Donato, Balu, Carrasco, Nonôca, Paulo Martins, Wallace, Toquinho (ex-Lusa), Gilson Batata, Dorival Jr, Douglas Neves, Miltinho, Edimilson, Marcão, Sidinei, Washington (goleiro 85), Divino, Cardim, Rubens Feijão, entre outros. Aprendeu muito com os técnicos Jogador disciplinado e aplicado nos treinamentos, Caíco diz que aprendeu muito com os técnicos com os quais trabalhou: Paulo André (Comercial), Luiz (Corinthinha), Paulinho Esteves (Palmeiras ECA); Bazani, Vail Mota, Sérgio Clérice, Laone Luz (AFE); Bugue, Zé Mário e Roberto OLiveira (Atlético G0) Contusões que atrapalharam a carreira Caíco, que acabou deixando o futebol profissional precocemente, foi vítima de contusões que atrapalharam sua carreira, inclusive em 85 quando cedeu lugar para Balu, que explodiu na Ferroviária, depois foi vendido ao Cruzeiro BH, esteve na Seleção Brasiliera e não deu chances para Caico. Torção de tornozelo (85), inflamação do púbis, estiramentos, cirurgia no desvio do septo nasal, complicaram a seqüência de jogos de Caíco na Ferroviária e no Atlético (GO). Em 1990, Caico com 25 anos (nasceu em 11/8/1964) abandonou o futebol por motivos diversos, inclusive espirituais, mas nada grave com a sáude, pois estava em forma e atuando de zagueiro central, função que ele se adaptou devido ao bom porte físico, boa colocação em campo e experiência adquirida em quatro paulistas na divisão de elite, um campeonato brasileiro série C, uma Taça São Paulo Jr e um campeonato goiano. Vida segue feliz com trabalho Boas lembranças do futebol, amigos de fábricas, como na Nestlé, onde trabalhou por 10 anos, e no momento (junho /2009), na Sucocítrico Cutrale atuando na equipe da Segurança, Caíco é feliz ao lado do filho Vinícius, de oito anos, mesmo separado. (Colaboraram: Marcelo Cirino e Tetê Viviani)
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