Fevereiro 2009  Fogueira, o capitão que comandou a volta à Especial           Dia 20

 

O lateral de cabelos avermelhados é exemplo  de seriedade e dedicação

Fogueira brilhou na Ferroviária e ficou marcado no coração da torcida como o capitão que comandou a campanha de 1966 que culminou com o título da segunda divisão e a volta da Locomotiva à Divisão Especial. A boa fase foi completada com o tricampeonato do interior: 67. 68 e 69. O capitão grená ainda atuou pelo Corinthians de Rivelino e Portuguesa de Lorico.

Wanderley Nonato, o Fogueira, ex-lateral-esquerdo da Ferroviária, Corinthians e Portuguesa de Desportos, hoje mora em Araraquara, onde tem a Ótica Visão, localizada em frente à Câmara Municipal da cidade. "A gente vê certos jogadores que ganham muito e que não sabem aplicar o dinheiro. Eu acho que soube aplicar direitinho,mas sigo trabalhando", fala o ex-lateral.

Fogueira iniciou a carreira no América de São José de Rio Preto, em 1960, mas acabou se destacando na Ferroviária. "Eu cheguei a fazer bons campeonatos pelo América. Estive para jogar no Palmeiras, mas acabei sendo comprado pela Ferroviária em 62", conta Fogueira, que guarda com carinho a época em que jogava no time de Araraquara (SP).

"A Ferroviária era muito forte. Tinha vários jogadores importantes, como o Pio (ponta-esquerda), o Dudu (volante), o Bazani, entre outros. E Araraquara foi especial na minha vida já que conheci minha mulher na cidade", lembra.

Depois da Ferroviária, Fogueira teve rápida passagem pelo Corinthians em 1970. Pelo Timão, Fogueira disputou nove partidas, não marcou nenhum gol (segundo números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte) e defendeu o clube no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, em 1970, ao lado de Rivelino e Ado.

Já pela Lusa, ele jogou entre 71 e 72. "Tenho boas recordações da Portuguesa. Eu participei do jogo da estréia do Canindé. Foram dois anos maravilhosos no clube. Eu achava muito legal a torcida e as belas festas que aconteciam no clube", conta o ex-lateral.

Nascido em 11 de abril de 1942, Fogueira também defendeu o Comercial de Ribeirão Preto, de 73 a 74, quando encerrou a carreira. O ex-lateral é casado com Maria Clara Ferreira Nonoto, com quem tem os filhos Luciano, Fernanda e Lucas, e as netas Maria Clara, Maria Fernanda e Larissa.

Radicado em Araraquara há  47 anos, Fogueira sente saudade dos bons times da Ferroviária, isso ele demonstra nos comentários sobre o atual time da Ferroviária, que luta para permanecer na série A2, em 2009. “Os laterais precisam aparecer mais para o jogo. A zaga tem que sai jogando com qualidade evitando o balão, o meio campo não pode errar tantos passes seguidos”, conclui o capitão.

O capitão que comandou a volta da Ferroviária à Divisão Especial, em 1966, é ídolo que a torcida grená respeita.  Atendendo bem os clientes da ótica Visão, comentando os jogos da Ferroviária no microfone da Rádio Cultura, ou batendo papo com os amigos no Mercado Municipal, Fogueira é sempre moderado e humilde. Um cidadão que toda Araraquara admira.

 

 

 Titular aos 21 anos do América de São José do Rio Preto.

 Murilo - Fogueira - Reis, Bertolino-
 Celino - e o lendário Ambrósio

 Renatinho - Valter - Joãzinho -
        Cuca e Dirceu

 AMÉRICA FC - 1962

   
   

 

 

 Fogueira chega na Ferroviária, em 1962, para atuar com Scalera, Zé Maria, Peixinho, Tales, Capitão.

     
 

 Corinthians 1970
 Miranda - Fogueira-
Ado - Ditão - Dirceu Alves - Luiz Carlos.

 

Paulo Borges - Ivair - Rivelino - Benê e Aladin

         
                           
 

 Portuguesa 1971
 Fogueira - Puppo -
 Ulisses - Marinho
Peres - Luiz Américo - Orlando e Arrengui

Xaxá - Lorico - Cabinho - Basilio e Piau

 

       
                           
 

  Comercial de Ribeirão
 Getúlio - Baiano - Fogueira - Zé Luiz - Paulo Bim...

       
               
                           
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