Fevereiro 2009                                      Téia, ídolo dos anos 1960                                   Dia 24

                     

 

TÉIA, o artilheiro grená do Paulistão de 1968

Revelado na Associação Bancária de Esportes, mais tarde Fernandópolis Futebol Clube, o Fefecê, o centroavante Téia foi contratado pela AFE em 1965 para reforçar o ataque grená que não se acertava.

Com 21 anos de idade, alto, magro, bom cabeceador, finaliza bem com pé esquerdo, o moço foi marcando gols, ora nos cruzamentos do ponta Pio, pela esquerda, ora do baixinho Valdir, pela direita.

 

Os gols de Téia ajudaram a Ferroviária voltar à Divisão Especial em 1966,(segunda foto em baixo) a conquistar o bicampeonato do interior, 67 e 68, e mais ainda inserir o nome da Ferroviária na galeria dos artilheiros do campeonato paulista da divisão principal.

Com 20 gols marcados no paulista de 68, Téia foi o artilheiro máximo da era Pelé. No ano anterior ,em 1967, o artilheiro foi Flávio, do Corinthians, com 24 e em 1969 o rei Pelé voltou a ser o primeiro com 26 gols.

 

Segundo o mestre das pesquisas, o doutor Marcelo Cirino, Téia atuou em 100 jogos pela Ferroviária, marcou 61 gols, obtendo 62 vitórias, 22 empates e 16 derrotas.

Cirino vai mais adiante e informa que Téia é o sétimo artilheiro da história da Ferroviária nos 59 anos de existência. Em breve,  o torcedor poderá conferir os detalhes de todos os atletas afeanos com o lançamento do Almanaque da Ferroviária, de Marcelo Cirino

 

Téia, o Antônio Zelenkow Silvestre, um filho, ex-centroavante da Ferroviária de Araraquara, do São Paulo, do Colorado PR e de outros sete times nos anos 60 e 70, mora no bairro da Água Verde em Curitiba (PR). Lá, tem uma loja de automóveis usados.

Téia, que nasceu no dia 29 de abril de 1944, fez fama na Ferroviária e foi contratado pelo São Paulo em 1968. Bom finalizador, Téia não decepcionou com a camisa tricolor. Foram 60 partidas (32 vitórias, 12 empates e 16 derrotas) e marcou 19 gols. Foi campeão paulista em 1970 ao lado do canhoto Gerson, do lateral Pablo Furlan e do atacante Toninho Guerreiro,  como informa o "Almanaque do São Paulo", de Alexandre da Costa.

Téia perdeu espaço no time são-paulino com a chegada de Toninho Guerreiro, ex-camisa 9 do Santos, o único pentacampeão paulista. Téia foi embora do Morumbi e Toninho seguiu no clube, no qual foi bicampeão paulista em 1970 e 1971.

 

Fala mansa, tranqüilidade no agir, o centroavante Téia virou ídolo na Ferroviária e seu nome figura na galeria afeana ao lado de Bazani, Lance, Marcão, Cardozo, Volnei, Gomes, ídolos imortais da torcida grená.

 

     
 

Associação da Bancária de Fernandópolis em 1964. Em pé estão Botão, Euzébio, Chicão, Martins, Joe, Wilson e Zezinho. Agachados vemos Joãozinho, Téia, Torres, Jesus, Canhoto e o massagista Ramon

     

   

   

   Téia recebe cartão de Prata alusivo a conquista da atilharia do campeonato paulista de 1968 das mãos do narrador   Wilson Luiz da Rádio Cultura de Araraquara (1968)

   
             
             
   

 Téia marca um gol contra a Portuguesa Santista e depois sofre corte no supercílio. Na festa do  bicampeonato do interior recebe a faixa e possa com médio volante Bebeto (1968) Fotos: Geraldo Cezarino

         
             
   

  O artilheiro do campeonato paulista de 1968 recebe a faixa de bicampeão do interior do atacante   do Napoli IT, em jogo festivo que terminou 4 x 0 para a Feroviária

         
 

   
             
     

   Téia (anos 2000) em foto publicada no site www.miltonneves.com.br , aliás o melhor site esportivo do Brasil, o do cidadão araraquarense de fato e direito; Milton Neves

       
                           
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