Março 2009    Zé Luís o meia atacante perfeito dos anos 1960                    Dia 22

       

 

Zé Luiz,  o meia atacante perfeito – dos anos 1960 

O técnico Diede Lameiro trouxe de São José para a Ferroviária o meia atacante Zé Luís e o lateral Baiano, naquele inesquecível ano de 1968. Os dois agradaram em cheio a exigente  torcida Boca do Lixo, comandada pela Mingão Batateiro e Mingão Funileiro. 

Zé Luís, revezava na armação com o meia Maritaca e na artilharia. O esquema era simples: tanto Zé Luís, como Maritaca, faziam a função do meia que  voltava buscar a bola e armava o ataque. Nesse vai e vem davam o máximo e o adversário ficava exaustado de acompanhá-los, táticas do professor Diede Lameiro. 

Grandes partidas realizou o Zé Luís com a número 8 grená, como em 1968, no amistoso contra o Nápoli AC da Itália, na Fonte Luminosa, quando meteu três gols nos italianos na vitória da Ferroviária por 4 x 0.

Locomotiva  goleia Santos de Pelé com atuação de gala de Zé Luís

Outro jogo inesquecível do Zé “Capacete” foi na goleada em cima do Santos FC, naquele 7 de março de 1971, na Fonte lotada. Campeonato Paulista – primeiro turno. Ferroviária 4 x 1 Santos FC. O técnico Almeida escalou: Carlos Alberto Alimári; Baiano, Fernando, Tição e Zé Carlos; Muri (Bazani), Zé Luís e Ademir; Tonho, Lance e Nei. O Santos FC perdeu com: Cejas; Orlando, Paulo, Oberdan e Rildo; Clodoaldo (Lima), Léo e Ferreti, Rogério, Pelé (Douglas)  e Edu. Gols: Lance, Zé Luís, Bazani e Nei e para o Santos Douglas.

O apelido Capacete é uma referência ao cabelo baixo  e como Zé Luís usava sempre o mesmo corte ligaram se visual a uma pessoa com a proteção usada pelos motoqueiros naqueles memoráveis  anos 60.


Zé Luís, meia-direita   do Corinthians, São José, Mixto de Cuiabá (MT) e da Ferroviária de Araraquara (SP) e do Comercial de Ribeirão Preto, mora hoje (2007) em São José dos Campos (SP).

Revelado no Parque São Jorge nos tempos de Rivelino, Zé Luís jogou apenas cinco partidas pelo time principal alvinegro. Foram cinco partidas e nenhum gol marcado (números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte). Hoje, ele está aposentado pela GM, mas ainda trabalha na própria montadora norte-americana no Vale do Paraíba.

Na Ferroviária, ele teve maravilhosa passagem, mas demorou demais para sair de lá. A Ferroviária rejeitou propostas dos grandes do Rio e São Paulo e até do exterior. Quando resolveu vender, Zé Luiz não era mais aquele. Uma pena.

 

Em 2007, Zé Luís esteve em Araraquara prestigiando a Festa da Sala Reminiscências Esportivas de Paschoal Gonçalves da Rocha e pôde sentir o carinho dos ex-diretores da Ferroviária, craques do passado e torcedores. Tirou fotos com amigos e deu muitas explicações sobre seu futebol.



 

 

  Zé Luís, na meia direita do São José que tinha Émerson Leão no gol, Baiano na lateral, Teodoro de volante e ainda Lance no ataque (agachado o primeiro à esquerda)
   Zé Luís não vingou no complicado Corinthians
       
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