Março  2009                          Fia, o número um inesquecível           Dia 28

FIA,  o percussor dos goleiros ídolos da Ferroviária

O primeiro goleiro a tornar-se ídolo da  torcida afeana foi Fia, que substituiu os pioneiros Tinho e Sandro. Campeão na memorável campanha de 1955, Fia conquistou fãs em Araraquara nos 8 anos em que defendeu a Ferroviária em 254 jogos. Conquistando146 vitórias, 46 empates e 62 derrotas, segundo o mestre Luís Marcelo Inaco Cirino.

Fia, o número um inesquecível, figura no grupo dos 15 atletas que mais vezes vestiram a camisa gloriosa da Ferroviária nos 59 anos de  existência (1950/2009), outro goleiro que está neste seleto grupo é Sérgio Bergantin com 354 jogos.

Além do título de campeão da divisão de acesso em 1955, o terceiro lugar do campeonato paulista da divisão especial de 1959, Fia participou da primeira excursão da Ferroviária na Europa e África Portuguesa, substituindo em alguns jogos, o então titular, Rosan. E no continente africano a Ferroviária massacrou o Seleção de Luanda por 7 x 0, no estádio de Luanda em Angola. A Locomotiva venceu com: Fia; Cardarelli, Antoninho, Rodrigues e Valter; Dirceu (Dudu) e Bazani; Miranda (Palico), Eusébio, Baiano e Beny. Gols de Baino (2), Palico, Dirceu, Eusébio, Dudu e Miranda.

Fia, o Waldomiro Barboza de Oliveira, natural de Catanduva-SP, ex-goleiro da Ponte Preta (de 52 a 55) e da Ferroviária de Araraquara-SP de 56 a 61, morreu no dia 5 de janeiro de 2002. Foi sepultado em Campinas-SP.

Fia, que foi titular da Ferroviária por anos e anos, só perdeu o lugar com a chegada de Rosan, de São José do Rio Preto-SP. Mesmo assim, chegou a se revezar com Rosan na meta afeana.

Fia deixou a esposa Vilma, duas filhas e três netos. Detalhe: um dos netos do saudoso goleiro Fia também é goleiro. O nome dele é Thiago e ele joga futsal no Palmeiras, em São Paulo.

     (Colaboração: Marcelo Cirino, Milton Neves e Tetê Viviani)

Em pé: Fia, Pixo, Dirceu Careca (faleceu no México, em 2000), Ferracioli, Itamar e Elcias. Agachados: Marinho, Cardoso, Gomes, Bazani e Boquita. O centroavante Gomes também já faleceu. Terminou a vida como garçom, em Araçatuba, em 1995. O mascote é Luís Alberto Pisola, filho do zagueiro Elcias. O mascote também virou jogador profissional e foi reserva de Rivelino no Fluminense, em 1976, na máquina montada por Francisco Horta. A foto foi cedida ao site Terceiro Tempo pelo araraquarense Marcelo Cirino. Nosso muito obrigado.


 

 

       
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