ídolos       Rosan, da Ferroviária para  a seleção paulista de 1959       Dia 11 - abr 09

 

Rosan, o goleiro  na ponta do bisturi do doutor  Marcelo Cirino 

Florisvaldo Rosa nasceu em Nova Aliança SP, em 1º de dezembro de 1937.Iniciou aos doze anos sua carreira de goleiro defendendo a meta do Aliança de sua cidade, como amador. Aos dezoito anos assinou seu primeiro contrato profissional com o Rio Preto EC. Defendeu o tradicional time de São José do Rio Preto por um ano e depois se transferiu para a Ferroviária para ser reserva do Fia. O titular se contundiu e Rosan estreou contra o Botafogo de Ribeirão Preto que apontou empate por 1 x 1.

Considerado a maior revelação do Campeonato Paulista de 1959, Rosan foi convocado para defender a seleção paulista no Campeonato Brasileiro de Seleções. O titular Gilmar cedeu se posto para Rosan na vitória dos paulistas por 4 x 1 contra os baianos no Estádio do Pacaembu.

Em janeiro de 61, o Palmeiras adquiriu o passe do Rosan por 2 milhões de cruzeiros e mais os passes de Ismael e Parada. Não teve oportunidades no Palmeiras e nem depois no Santos, mas brilhou no Comercial de Ribeirão Preto, 66 e 67, e no América do Rio, clube que defendeu por três anos.

Rosan lembra que, contra o Corinthians, em 1959, quando a AFE venceu por 3 x1, realizou sua melhor partida na Fonte Luminosa fechando o gol e garantindo o resultado.

Segundo o almanaque da Ferroviária de Marcelo Cirino e Celso Unzelte,  Rosan defendeu a meta grená em 147 jogos. Venceu 75, empatou 28 e perdeu 44. 

Jogo Inesquecível

Ferroviária 3 x 1 Corinthians Paulista

27 de setembro de 1959 – Fonte Luminosa

Campeonato Paulista – Primeira Divisão

Árbitro: Francisco Moreno

Ferroviária: Rosan; Porunga, Antoninho, Rodrigues e Cardarelli; Dirceu, Amaral e Bazani; Cardoso, Ney e Beni. Técnico: José Agnelli.

Corinthians: Gilmar dos Santos Neves; Valmir, Benedito, Oreco e Goiano; Roberto, Joãozinho e Rafael; Miranda, Joaquinzinho e Tite.

Gols: Bazani, Cardoso e Beni para a AFE.  Miranda descontou para o Corinthians.

 

Rosan, por Milton Neves

Rosan, o Florisvaldo Rosan, nascido no dia 17 de maio de 1937, grande goleiro do Rio Preto Esporte Clube, da Ferroviária de Araraquara, do Santos, do Palmeiras, do Comercial de Ribeirão Preto, do América do Rio e do União Bandeirante de Bandeirantes-PR (seu último time em 1973, aos 36 anos) não é mais empresário do ramo de material de construção, tendo encerradas as atividades da Cerâmica Nossa Senhora Aparecida, que ficava na cidade de Avanhandava (SP).

Lá, ele produzia telhas, tijolos, pisos e azulejos. A fábrica do ex-goleiro ficava, portanto, na cidade onde reside: Avanhandava (SP), próxima a Lins (SP), interior paulista. Hoje, Rosan, que se casou duas vezes, tem cinco filhos: três do primeiro casamento e dois do segundo. E já é avô de um neto. Rosan mantém residência também em São José do Rio Preto, onde nasceu, e atualmente administra os aluguéis de diversos que adquiriu ao longo de sua marcante carreira. O empresário Rosan hoje também é fazendeiro e tem um posto de gasolina em Avanhandava.

A cronologia completa de sua carreira obedece: Rio Preto Esporte Clube (onde começou em 1955), Ferroviária de Araraquara, Palmeiras, Santos (onde só jogou duas vezes, sendo uma no exterior e outra contra a Portuguesa, em São Paulo), Prudentina, Comercial de Ribeirão Preto, América do Rio e União Bandeirante, de Bandeirantes (PR).

Rosan jogou na melhor Ferroviária de Araraquara de todos os tempos, na metade dos anos 60, ao lado de maravilhosos jogadores como Dudu, Bazani, Beni, Baiano, Pimentel e etc.

No Palmeiras, ele não teve muitas oportunidades e, um dia, recebeu um chute no rosto e fraturou o maxilar. No Santos, igualmente não foi devidamente aproveitado, mas no Comercial de Ribeirão Preto integrou o simplesmente sensacional time do Leão do Norte que tinha, dentre outros, Ferreira, Jorge, Piter, Nonô, Esmeraldo, Hélio Giglioli, Amauri, Jair Bala, Luis, Paulo Bin, Carlos César, Noriva e Peixinho. Foram os anos de 1965 e 1966 os melhores da vida do Comercial de Ribeirão Preto e Rosan foi sempre o titular.
(leia mais em www.miltonneves.com.br - Que Fim Levou?)


(Colaboração: Marcelo Cirino, Milton Neves e Tetê Viviani)

 

 

   
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