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Dia 9 de maio de 2009 - O Gigante do Maracanã conquista a Fonte Luminosa |
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Bauer, o Gigante do Maracanã, comanda a Locomotiva em 1960 José Carlos Bauer, o volante que encantou o Maracanã com seu estilo clássico, habilidade no domínio da bola, cabeça erguida, passes precisos, destaque da Copa de 1950 e único remanescente na de Copa de 1954, na Suíça, trabalhou no comando da Locomotiva em 1960. Contratado no início de temporada, Bauer preparou o time grená para a gloriosa excursão à Europa e África Portuguesa, onde descobriu o talento de Eusébio, no jogo que a Ferroviária venceu a seleção de Moçambique. Quando Bauer encontrou o amigo Bela Gutmam, treinador do Benfica, indicou o pantera de Moçambique, que mais tarde foi o melhor jogador de Portugal na Copa de 1966, disputada na Inglaterra. A passagem de Bauer na Ferroviária serviu para revelar um técnico competente e respeitado no futebol internacional. Da Ferroviária Bauer foi trabalhar no Atlas do México. Ainda gastou a mala por outros clubes, Leixões, Milionários, Francana, Botafogo, entre outros. Apegado a esposa Elza, Bauer largou o futebol para se dedicar inteiramente à mulher que ficou enferma. O paulistano Bauer, que nasceu em 25 de novembro de 1925, faleceu no dia 4 de fevereiro de 2007 aos 81 anos, acometido do mal de Alzheimer.
Brilhou no São Paulo FC Foi com a camisa do tricolor, mais querido do mundo, que Bauer viveu seus melhores momentos. Atuando no meio-campo ao lado de Rui e Noronha, Bauer conquistou títulos para o São Paulo: de 1943,45,46,49 e 53. Atuou em 419 jogos pelo tricolaço. Depois passou pelo Botafogo RJ, Portuguesa SP e São Bento SP.
Bauer vice-campeão mundial voltou para São Paulo dormindo no chão do trem
Naquela época não havia assessores e empresários e cada qual cuidava da sua vida. Na sua simplicidade, Bauer comprou a passagem de trem pra voltar a São Paulo e comemorar o título mundial em casa com os pais, depois da final contra o Uruguai, em 1950. Um repórter da revista O Cruzeiro argumentou que todos os jogadores teriam um jornalista para acompanhá-lo durante a festa da conquista do mundial no Rio de Janeiro, e diante disso, persuadiu Bauer a vender seu bilhete de trem. Confuso pelas circunstâncias, Bauer atendeu ao pedido do repórter. Com a vitória do Uruguai por 2 x 1, tudo se acabou: festa, reportagens especiais, assédio da imprensa.
Bauer seguiu
desolado para a estação da Central do Brasil e conseguiu embarcar
com a ajuda do radialista Geraldo José de Almeida. Descoberto pelo
guarda-trem foi ameaçado a descer do comboio por falta de bilhete.
Os amigos convenceram o funcionário da estrada e Bauer seguiu
viagem.
Grandes Momentos de Bauer na Ferroviária
No Estádio Metropolitano, em Madrid –Espanha, a Ferroviária empatou por 1 x 1 com o Atlético de Madrid, amistoso internacional, sob o comando de José Bauer, naquele 26 de maio de 1960. Ferroviária: Rosan; Porunga, Antoninho, Rodrigues e Cardarelli; Dirceu, Palico e Bazani; Miranda, Baiano e Beni. Atlético de Madrid: Pazzos; Rivila, Griffa, Alvarito e Romeiro; Amador, Pólo e Pieró; Mendonça, Vavá e Collar. Gols: Baiano e Pieró Exibição de gala da Ferroviária na vitória por 2 x 1 dos comandados de Bauer sobre o Corinthians, pelo campeonato paulista, naquele 30 de outubro de 1960. Locomotiva com: Rosan: Zé Maria, Antoninho, Rodrigues e Pimentel; Valter, Dudu e Bazani, Faustino, Baiano e Eusébio. Corinthians: Cabeção; Egídio, Olavo, Roberto e Oreco; Odécio, Lanzoninho e Rafael; Luizinho, Almir e JOaquinzinho. Gols: Pimentel, Baiano e Dudu (contra). (Leia mais em www.miltonneves.com.br – Que Fim Levou)
(Colaboraram Marcelo Cirino, Milton Neves e Tetê Viviani) |
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O São Paulo FC com Bauer, penúltimo em cima, e o araraqaurense Maurinho, primeiro agachado, campeão em 1953 e depois em 1957, quando dai para frente só começou a dar Santos FC |
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