Ídolos  -  Orgulho da primeira medalha de ouro     15/08/2010  
   
 

 

 

Anésio Argenton, a maior lenda do ciclismo brasileiro 

Acomodado em uma cadeira ao lado de uma mesa repleta de troféus estampados com sua foto, de 50 anos atrás, quando encantou o Brasil com suas pedaladas, o ciclista Anésio Agenton, 79 anos, a maior lenda da modalidade no Brasil, assiste a prova ciclística de aniversário dos 193 anos de Araraquara, na Via Expressa ao lado de familiares neste domingo, dia 15 de agosto de 2010. 

“Fico contente de ser lembrado pelos organizadores da prova. É um grande orgulho ser patrono dessa prova oficial da Federação Paulista de Ciclismo”, afirma Argenton. 

_E o ciclismo evoluiu nestes últimos anos?

_ 100% em tudo, desde o preparo físico, o trabalho em equipe, a tecnologia e apoio da mídia.

“As minhas bicicletas pesavam de 10 a 12 quilos, hoje elas pesam de 7 a 8,5 quilos e isso representa um avanço sensacional. Hoje,  O ciclista tem técnico, massagista,  patrocinadores e uma equipe de apoio. A televisão cobre os eventos e o ciclismo está mais valorizado”, comenta. 

_ “Lembro que nos Jogos Abertos de 1962 em Araras, um ciclista ia correr com uma camiseta que tinha estampada no peito  o nome de uma loja comercial. A organização o retirou da largada. Hoje quase não há espaço na camiseta para tantas marcas”, observa 

_ Hoje, o senhor voaria nas pistas?

- Creio que não. Eu faria apenas a minha parte como fiz nas olimpíadas correndo com raça pelo Brasil.   

_ E o começo?

_ Eu e meus amigos saíamos às 6h30 das oficinas da Estrada Ferro Araraquara e treinávamos indo até Bueno de Andrada, por caminho de terra e areia. A Ferroviária fundada em 1950, criou o Departamento de Ciclismo em 1952 e formamos um pelotão de 10 ciclistas. Em 1952, fui campeão dos Jogos Abertos do Interior em Ribeirão Preto e um diretor da Federação me indicou para a seleção paulista. Com isso deslanchei nos campeonatos brasileiros, sulamericanos, panamericanos e olimpíadas.

 

_ E a grande conquista?

_ A medalha de ouro em Chicago, Estados Unidos, no Panamericano de 1959, aliás, a única medalha de ouro do Brasil no ciclismo? 

Em 1996, Argenton foi considerado pela Revista Época com um dos 100 maiores atletas do Brasil no século XX 

Estante de troféus de Argenton:

Jogos Abertos:

Quilômetro contra o relógio

É campeão, é campeão!

- Rio Claro em 1949;
- Jundiaí em 1950;
- Ribeirão Preto em 1952;
- Sorocaba em 1954;
- Piracicaba em 1955.

Campeonatos Brasileiros (Velocidade):
É campeão, é tricampeão paulista!
- Florianópolis em 1952;
- São Paulo em 1954/ 55/58.

Campeonatos Sulamericanos: (Km e Velocidade):

- Uruguai em 1952 – Medalha de Prata
- São Paulo em 1954 e 56 – Medalha de Ouro
- *Venezuela em 1959 – Venceu a prova de KM contra o relógio, mas não levou o troféu.

Jogos Panamericanos (Km Contra o Relógio):- México em 1955 – 4º colocado;
- Chicago em 1959 – Medalha de Ouro de ouro em Jogos Panamericanos

 

São Paulo em 1963
– Medalha de Bronze

Olimpíadas (Velocidade e Km contra o relógio)

- Melbourne (Austrália) em 1956 – 7°colocado (velocidade) e 9° (KM);-

Roma (Itália) em 1960 - 5º colocado (velocidade) e 6° (KM).

 

Quem é Anésio Argento?

A maior lenda do ciclismo brasileiro nasceu em Boa Esperança do Sul, aos 14 de março de 1931. Muda-se para Araraquara com 8 anos de idade. Filho de Amadeu Argenton e  Francisca Lana. Trabalhou como ajudante de açougueiro depois ingressou na Estrada de Ferro, na qual se aposentou em 1980. Monta seu próprio negócio, uma oficina de consertos de bicicletas. Atualmente desfruta  de plena aposentadoria.

Amigos que colecionou ao longo dos anos João Piedade, Fúlvio, Ferrarezi, Clóvis Teixeira, Adolfo Fecchio, João Paroneto, Pereira Lima, Geraldo Fernandes, Cláudio Rosa, ente outros.

Casado com Antônia tem duas filhas Márcia e Marisa, genros e netos.

(Colaboraram: Marcelo Cirino e Tetê Viviani)

 

 

 

 
         
               
       >>> voltar ídolos        
               
 

   -    A    Locomotiva   nos   trilhos   da   emoção !

primeira
página