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Rafael
Cammarota, manteve seu estilo à mexicana na Ferroviária em 1994
Rafael, três
títulos paranaenses, 82, 83 e 85, um inesquecível título brasileiro
pelo Coritiba. Da Ponte Preta, na qual começou, saiu porque não
suportava a reserva. O Corinthians largou por não ter afinado com a
badalada democracia de Sócrates e Casagrande.
O seu estilo
arrojado e fora de moda. Longos cabelos e bigode á mexicana.. Centro
das atenções onde chega, agradou os torcedores da Ferroviária,
naquele janeiro de 1994
Características principais: Ele tem ótima impulsão, sai do gol e
arma contra-ataques perigosos na devolução da bola, segundo um
ex-treinador de goleiros.
Experiente e
rodado chegou para assumir a meta afeana em 1994, aos 39 anos, idade
a qual ele não comentava de jeito nenhum. Contratado pelo então
presidente Antônio Parelli Filho, no exato momento que a Ferroviária
voltava à divisão especial e o goleiro Rui Scarpino, ídolo da
torcida tinha sido fundamental no acesso. Coisas do futebol, Rui e
Rafael, dificilmente poderiam dividir o mesmo espaço no elenco e Rui
acabou indo embora.
“Assim não dá,
nós somos profissionais”, gritou Rafael com a zaga na derrota em
Araras, naquele fatídico 1º de maio de 1994, quando o Brasil chorou
a perda de Senna, e a Ferroviária uma derrota por 2 x 0, para o
União São João.
A experiência
de Rafael valeu na vitória que manteve a Ferroviária na principal
divisão do futebol, paulista na vitória em cima do Guarani por 2 x
0, na Fonte Luminosa, em 15 de maio de 1994.
Ferroviária:
Rafael; Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato e Bezerra; Laércio,
Pedrinho, Volnei e Luciano Carioca; Otávio Augusto e Silvinho.
Técnico: José Galli Neto.
Guarani:
Narciso, Gustavo, Adilson, Ronaldo e Valmir; Robinson, Fábio Augusto
e Djalminha; Tiba, Clóvis e Edu Lima (Jura).
Gols da AFE:
Silvinho e Luciano Carioca.
Rafael,
irreverente, falador, líder, tem no seu extenso currículo , mais 33
jogos na meta afeana com 12 vitórias, 7 empates e 14 derrotas.
Dono de
escolinha em São Paulo, a São Rafael, ensina aos garotos o caminho
para o sucesso dentro do esporte e na vida profissional.
RAFAEL
CAMMAROTA
( por Milton Neves e Rogério Micheletti)
Rafael
Cammarota, ex-goleiro do Corinthians, da Ponte Preta, do Atlético
Paranaense, do Coritiba, do São José, da Ferroviária, do Sport, do
Fortaleza, do Grêmio Maringá e outros times, casado, um filho, mora
em São Paulo na rua João Julião e é dono da escola de futebol "São
Rafael", da Avenina Ricardo Jafet, nº 1.777, no bairro do Ipiranga,
na capital paulista, trabalhou como preparador de goleiros do
Guarani e em junho de 2006 tornou-se treinador do União Agrícola
Barbarense (SP). "Queria ter uma oportunidade como técnico ou
preparador de goleiros. Tem muito técnico bom hoje que foi
ex-goleiro, casos do Leão e do Geninho", comenta Rafael, que deixou
o clube de Santa Bárbara do Oeste em 2007.
No
mesmo ano, assumiu o União de Mogi das Cruzes. "Já é o segundo União
na minha vida. Qual será o próximo?", brincou. Rafael dirigiu ainda
em 2007 o Atlético Catarinense e fez bom trabalho na divisão de
acesso do estadual. "O time se classificou para a fase final, mas
perdemos no mata-mata", lamentou. No começo de 2008, ele assinou
contrato para ser o treinador do Cascavel. "Sempre tive sorte no
estado do Paraná, onde joguei no Coritiba, Atlético Paranaense e
Grêmio Maringá. Espero que não seja diferente agora", falou Rafael.
Carreira vitoriosa
Nascido no dia 7 de janeiro de 1953, Rafael começou a jogar nas
categorias juniores do Timão e estreou na equipe profissional em
1974. Depois de ser emprestado para a Ponte Preta (fez parte do
elenco vice-campeão paulista de 77), Rafael retornou ao Corinthians
em 81, quando foi reserva do baixinho César e acabou sendo negociado
com o Atlético Paranaense em 82.
No
Furacão, Rafael brilhou ao lado de Assis e Washington, mas mesmo
assim teve seu passe vendido ao Coritiba. "Foi uma transação
polêmica. Sair do Atlético para defender o rival nunca foi algo
comum", lembra o ex-goleiro.
Em 85,
pelo Coxa Branca, Rafael conquistou o maior título de sua carreira:
o campeonato brasileiro. Após o título sobre o Bangu, no Maracanã,
após disputa de penalidades, Rafael desabafou: "O Rafael é campeão
brasileiro. Onde está o Corinthians da Democracia?", disse o
goleiro, mostrando sua mágoa com o clube que o revelou.
No
entanto, ele não esconde seu carinho pelo clube do Parque São Jorge.
"Sempre fui amigo dos jogadores. Sempre torci pelo Corinthians. Só
tinha ficado chateado por ter saído. Se não gostasse do clube, não
ficaria chateado", comenta Rafael, que é um apaixonado por carros
antigos.
Na sua
vasta coleção de raros veículos consta uma belíssimo Maverick, ano
78, vermelho GT V8 (único dono). "Este eu não vendo por dinheiro
nenhum. Comprei este carro junto com o Eduardo Amorim, que tinha um
igual", fala Rafael.
Ele
atuou também no Sport Recife, Fortaleza, Grêmio Maringá (PR) e em
outras equipes do interior paulista, entre elas São José (SP),
Ferroviária e Santo André, antes de encerrar a carreira.
Jogos
pelo Timão
De
1974 a 1982, Rafael disputou 31 partidas com a camisa corintiana.
Foram 10 vitórias, 15 empates e 6 derrotas, números do "Almanaque do
Corinthians", de Celso Unzelte. Ele sofreu 30 gols.
(Colaboraram:
Marcelo Cirino, Milton Neves, Rogério Micheletti e Tetê Viviani
Veja mais
fotos em Que Fim Levou no site www.miltonneves.com.br)
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