Dia 31 de maio de 2009 - Ídolos - Rafael manteve o estilo e a AFE na série A1

 
 

 

Rafael Cammarota, manteve seu estilo à mexicana na Ferroviária em 1994 

Rafael, três títulos paranaenses, 82, 83 e 85, um inesquecível título brasileiro pelo Coritiba. Da Ponte Preta, na qual começou, saiu porque não suportava a reserva. O Corinthians largou por não ter afinado com a badalada democracia de Sócrates e Casagrande.

O seu estilo arrojado e fora de moda. Longos cabelos e bigode á mexicana.. Centro das atenções onde chega, agradou os torcedores da Ferroviária, naquele janeiro de 1994

Características principais: Ele tem ótima impulsão, sai do gol  e arma contra-ataques perigosos na devolução da bola, segundo um ex-treinador de goleiros.

Experiente e rodado chegou para assumir a meta afeana em 1994, aos 39 anos, idade a qual ele não comentava de jeito nenhum. Contratado pelo então presidente Antônio Parelli Filho, no exato momento que a Ferroviária voltava à divisão especial e o goleiro Rui Scarpino, ídolo da torcida tinha sido fundamental no acesso. Coisas do futebol, Rui e Rafael, dificilmente poderiam dividir o mesmo espaço no elenco e Rui acabou indo embora.

“Assim não dá, nós somos profissionais”, gritou Rafael com a zaga na derrota em Araras, naquele fatídico 1º de maio de 1994, quando o Brasil chorou a perda de Senna, e a Ferroviária uma derrota por 2 x 0, para o União São João.

A experiência de Rafael valeu na vitória que manteve a Ferroviária na principal divisão do futebol, paulista na vitória em cima do Guarani por 2 x 0, na Fonte Luminosa, em 15 de maio de 1994.

Ferroviária: Rafael; Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato e Bezerra; Laércio, Pedrinho, Volnei e Luciano Carioca; Otávio Augusto e Silvinho. Técnico: José Galli Neto.

Guarani: Narciso, Gustavo, Adilson, Ronaldo e Valmir; Robinson, Fábio Augusto e Djalminha; Tiba, Clóvis e Edu Lima (Jura).

Gols da AFE: Silvinho e Luciano Carioca.

Rafael, irreverente, falador, líder, tem no seu extenso currículo , mais 33 jogos na meta afeana com 12 vitórias, 7 empates e 14 derrotas.

Dono de escolinha em São Paulo, a São Rafael, ensina aos garotos  o caminho para o sucesso dentro do esporte e na vida profissional.  

 

RAFAEL CAMMAROTA ( por Milton Neves e Rogério Micheletti)

Rafael Cammarota, ex-goleiro do Corinthians, da Ponte Preta, do Atlético Paranaense, do Coritiba, do São José, da Ferroviária, do Sport, do Fortaleza, do Grêmio Maringá e outros times, casado, um filho, mora em São Paulo na rua João Julião e é dono da escola de futebol "São Rafael", da Avenina Ricardo Jafet, nº 1.777, no bairro do Ipiranga, na capital paulista, trabalhou como preparador de goleiros do Guarani e em junho de 2006 tornou-se treinador do União Agrícola Barbarense (SP). "Queria ter uma oportunidade como técnico ou preparador de goleiros. Tem muito técnico bom hoje que foi ex-goleiro, casos do Leão e do Geninho", comenta Rafael, que deixou o clube de Santa Bárbara do Oeste em 2007.

No mesmo ano, assumiu o União de Mogi das Cruzes. "Já é o segundo União na minha vida. Qual será o próximo?", brincou. Rafael dirigiu ainda em 2007 o Atlético Catarinense e fez bom trabalho na divisão de acesso do estadual. "O time se classificou para a fase final, mas perdemos no mata-mata", lamentou. No começo de 2008, ele assinou contrato para ser o treinador do Cascavel. "Sempre tive sorte no estado do Paraná, onde joguei no Coritiba, Atlético Paranaense e Grêmio Maringá. Espero que não seja diferente agora", falou Rafael.

Carreira vitoriosa

Nascido no dia 7 de janeiro de 1953, Rafael começou a jogar nas categorias juniores do Timão e estreou na equipe profissional em 1974. Depois de ser emprestado para a Ponte Preta (fez parte do elenco vice-campeão paulista de 77), Rafael retornou ao Corinthians em 81, quando foi reserva do baixinho César e acabou sendo negociado com o Atlético Paranaense em 82.

No Furacão, Rafael brilhou ao lado de Assis e Washington, mas mesmo assim teve seu passe vendido ao Coritiba. "Foi uma transação polêmica. Sair do Atlético para defender o rival nunca foi algo comum", lembra o ex-goleiro.

Em 85, pelo Coxa Branca, Rafael conquistou o maior título de sua carreira: o campeonato brasileiro. Após o título sobre o Bangu, no Maracanã, após disputa de penalidades, Rafael desabafou: "O Rafael é campeão brasileiro. Onde está o Corinthians da Democracia?", disse o goleiro, mostrando sua mágoa com o clube que o revelou.

No entanto, ele não esconde seu carinho pelo clube do Parque São Jorge. "Sempre fui amigo dos jogadores. Sempre torci pelo Corinthians. Só tinha ficado chateado por ter saído. Se não gostasse do clube, não ficaria chateado", comenta Rafael, que é um apaixonado por carros antigos.

Na sua vasta coleção de raros veículos consta uma belíssimo Maverick, ano 78, vermelho GT V8 (único dono). "Este eu não vendo por dinheiro nenhum. Comprei este carro junto com o Eduardo Amorim, que tinha um igual", fala Rafael.

Ele atuou também no Sport Recife, Fortaleza, Grêmio Maringá (PR) e em outras equipes do interior paulista, entre elas São José (SP), Ferroviária e Santo André, antes de encerrar a carreira.
Jogos pelo Timão

De 1974 a 1982, Rafael disputou 31 partidas com a camisa corintiana. Foram 10 vitórias, 15 empates e 6 derrotas, números do "Almanaque do Corinthians", de Celso Unzelte. Ele sofreu 30 gols.

 

 

(Colaboraram: Marcelo Cirino, Milton Neves, Rogério Micheletti e Tetê Viviani

Veja mais fotos em Que Fim Levou no site www.miltonneves.com.br)

 

 

 
           
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