Ídolos - O ponta esquerda Vail, da Atlética da Vila, brilha no comando técnico grená

 
                       
 

 

Vail Mota, o técnico que impunha o futebol romântico

O ferroviário Vail Pelegrinetti Mota largou um emprego de 17 anos na Estrada de Ferro para se dedicar de corpo e alma ao comando técnico do futebol profissional. Do início da carreira, nos anos 50, na Associação Atlética Ferroviária, da Vila Xavier de Araraquara, depois na Associação Desportiva Araraquara (ADA), o ponta esquerda Vail formou sua doutrina tática para aplicá-la , mais tarde, nos clube em que trabalhou dando o máximo de liberdade para os craques, como era bonito o futebol romântico.
A grande chance surgiu em 1968, quando o técnico Diede Lameiro, da Ferroviária, foi contratado pelo São Paulo FC, o auxiliar Vail Mota, que cuidava dos aspirantes grenás, assumiu e conquistou o tricampeonato do interior (67, 68 e 69), uma das maiores glórias do clube Morada da do Sol.
Na Ferroviária, Vail brilhou na excursão à América Central e Caribe, além de conquistar a Taça dos Invictos, em 1971. Com o bom trabalho a carreira de Vail Mota avançou pelo Brasil e exterior trabalhando em grandes clubes: São Paulo FC (72), Torrión – México (73), Clube do Remo (78), Vila Nova – Goiás (80), Catuense da Bahia (84), Blumenau (88).
Idolatrado no interior paulista, Vail dirigiu a Ferroviária em mais de dez ocasiões e o América de Rio Preto em cinco temporadas, sempre obtendo campanhas de sucesso, pois tinha muita competência para formar o time e impor seu padrão de jogo.
Campeão na Copa da Ásia com a Seleção Paulista (76), campeão invicto do pré-olímpico com a AFE (67), campeão goiano com o Vila Nova (80 e 82), vice campeão baiano com a Catuense (87), conseguiu o acesso para a elite ´pelo América em 71 e repetiu o feito retornando a Ferroviária para a divisão principal em 1993, são conquistas importantes no currículo de Vail.
Nascido em Itirapina em 1938, Vail está radicado em Araraquara desde os três anos de idade. Afastado da Ferroviária S/A, onde exerce o cargo de supervisor das categorias de base, por motivos de saúde, Vail pouco circula pela cidade.
Na festa da sala :Reminiscências Esportivas, organizada pelo esportista Paschoal Gonçalves da Rocha, em 2008, o lendário técnico compareceu e encontrou antigos comandados numa noite de fortes emoções.
Segundo o mestre das pesquisas Luís Marcelo Inaco Cirino, Vail Mota é o técnico mais vitorioso da história da Ferroviária com 153 vitórias, 121 empates, nos 398 jogos em que comandou o elenco grená nas temporadas de 1968 a 1971, 75, 76, 77, 78, 85, 89, 90, 92, 94, 95 e 96.

Vail Mota faleceu no dia 16 de dezembro de 2009 em Araraquara. O estádio do assentamento
Bela Vista, ex-usina Tamoio, leva o seu nome num justa homenagem da Prefeitura.

(Colaboraram Marcelo Cirino e Tetê Viviani)   Dia, 11 de junho de 2009
 

 
             
   

   Vail Mota

   no campo de

   trabalho da

   Fonte Luminosa

   1973

   
         
   

  Dobrada, massagista; Zé Catira, roupeiro;
  jovem Abdala Lauand, Diede Lameiro e Vail
  Mota, técnicos (profissional e aspirantes)

  1968

     
           
   

   Vail Mota elabora trajetória para

   Locomotiva  trilhar no cenário
   nacional - 1994

       
                       
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